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viva o zappismo

“Há mais estupidez do que hidrogénio no universo, e o seu prazo de validade é mais longo.”
Frank Zappa

A cidade é para fazer dinheiro
E se tu és um tipo inteiro
Vais passar um mau bocado
Vais ver o que custa não ser ouvido
No meio de tanto homem vendido
Em silêncio comprado

(refrão) Quem és tu Zé Gato?
O que é que te faz correr
pelos cantos mais sujos, desta terra?
Tu já deves saber que mesmo quando vences batalhas,
Estás longe de acabar com a guerra
Quem és tu Zé Gato? (refrão)

Mas tu és teimoso como um burro
Venha luva ou venha muro
Nada te faz desistir
A luta é de vida ou de morte
Mas a consciência é mais forte
E não te deixa fugir

(refrão)

És mais um caso de solidão
Porque afinal poucos são
Os que se entendem contigo
E às vezes é num marginal
Que vais encontrar, encontrar a tal
Compreensão de amigo

(refrão)

“acontece muitas vezes que, quanto menos fácil se torna a justificação de certos hábitos, mais nos custa libertar-nos deles.”

in as aventuras de tom sawyer, mark twain

ricos vs sindicalizados

“Para quem não consegue ver as legendas, a linha azul é a percentagem de filiação em sindicatos e a linha a vermelho é a concentração de rendimento nos 10% mais ricos.”

in https://www.facebook.com/photo.php?fbid=517822114952424&set=a.150668658334440.35199.100001739218552&type=1&theater

Quem é Mário Nogueira?

Um professor dá aulas e Mário Nogueira não dá aulas há mais de 20 anos. Parece mentira, mas este senhor está num perpétuo horário zero há duas décadas. A sua “carreira” docente conta com 32 anos de serviço, mas, na verdade, o Glorioso Líder da Fenprof só deu aulas nos primeiros 10 anos de vida profissional. Os últimos 22 anos foram dedicados ao sindicalismo profissional. Não, Mário Nogueira não é professor, é sindicalista. O que me leva a uma pergunta óbvia: como é que alguém que não dá aulas há vinte anos pode representar com realismo as pessoas que dão aulas todos os dias? 

E esta comédia sindical não se fica por aqui. Por artes burocráticas impenetráveis, Mário Nogueira tem sido avaliado como professor: recebeu o “Bom” correspondente à classificação de 7,9 obtida no agrupamento de escolas da Pedrulha, Coimbra (Correio da Manhã, Dezembro 2011). Mais uma vez, um camião de perguntas bate à porta: se não dá aulas, como é que este indivíduo pode ser avaliado como professor? Como é que se opera este milagre da lógica? Entre outras coisas, parece que conferências e artigos de jornal contam para a avaliação de Mário Nogueira. Fazer propaganda da Fenprof, ora essa, é igual ao confronto diário com turmas de vinte e tal garotos. Justo, justíssimo, justérrimo. 

Se não é professor, quem é afinal Mário Nogueira? Na minha modesta opinião de contribuinte assaltado por horários zero e afins, Mário Nogueira é o verdadeiro ministro da educação. A cadeira do ministério vai mudando de dono, mas Mário Nogueira está lá sempre. Os governos sucedem-se, mas a Fenprof está lá sempre. E, com menor ou maior intensidade, as políticas educativas são determinadas pela Fenprof e não pelos governos democraticamente eleitos. A força das eleições nunca chega à tal escola pública, que é auto-gerida há décadas pela Fenprof. Curiosamente, TVs e jornais nunca fazem fogo sobre este sindicato. O poder da educação está ali, mas as redacções só sabem queimar ministros atrás de ministros. Nunca ouvi ou li uma entrevista a Mário Nogueira. Só vi e ouvi tempos de antena. Quem é Mário Nogueira? Um dos inimputáveis do regime.

por Henrique Raposo in Express

nada…

a vida por vezes é-nos fodida.